Olá!
Depois de um enorme tempo sem conseguir vir aqui escrever nada, cá estou eu. Peço-lhes desculpa pela demora.
Recentemente uma amiga me pediu que fizesse uma matéria sobre o uso da vírgula. Disse a ela que eu precisaria estudar mais profundamente o assunto, porque tende a ser um pouco vago. A vírgula, na verdade, boa parte das vezes acaba por ser questão de estilo. Salvo os casos em que faz-se obrigatória, o próprio autor do texto pode optar por colocá-la ou não. O importante é respeitar as regras que as obrigam ou as proíbem, e são essas as regras que serão abordadas abaixo. Espero que sejam úteis. Para redigir o texto, usei como base esta página.
A vírgula deve ser usada nos seguintes casos:
1) Para separar topônimos (nomes de lugar) e datas:
Ex: Rio de Janeiro, 10 de maio de 2014.
2) Isolar orações coordenadas assindéticas (as que não são separadas por conectivos):
Ex: Chegando ao colégio, Maria entrou na sala, sentou-se na primeira cadeira, esperando pelo começo da aula.
3) Isolar orações coordenadas sindéticas iniciadas por conjunções adversativas, alternativas, conclusivas ou explicativas:
Exs:
Gostaria de ir à sua festa, porém estarei ocupada nesse dia. (Adversativa)
A menina estava confusa: ora achava que deveria se desculpar, ora achava desnecessário. (Alternativa)
Estudei o final de semana para esta prova; logo, tirarei uma boa nota. (Conclusiva)
Não me ligue pela tarde, pois estarei em reunião. (Explicativa)
4) Isolar expressões explicativas, corretivas ou continuativas (isto é, por exemplo, ou seja, aliás, etc.):
Ex: Eu também sairei cedo, ou seja, não haverá ninguém em casa.
5) Separar apostos e vocativos em uma oração:
Exs:
Beatriz, que é minha amiga, estará presente na festa.
João, preste atenção no que estou lhe dizendo.
6) Separar um adjunto adverbial, antecipado ou intercalado entre o discurso:
Exs:
No ano passado, manifestações ocorreram por todo o país.
Estávamos andando pela rua e, repentinamente, começou a chover.
7) Isolar orações intercaladas:
Ex: Tomemos, pois, uma decisão a respeito deste assunto.
8) Isolar um complemento pleonástico (aquele que é repetido na frase por meio de um pronome):
Ex: Aos insensíveis, por que não ignorá-los?
9) Indicar a supressão de um verbo na oração:
Ex: Eu fui ao shopping; Victor, ao mercado.
("Fui" está subentendido na segunda oração, apesar de não estar expresso. Este é um excelente recurso de coesão.)
10) Separar termos coordenados na oração:
Ex: Essa semana eu estudei Matemática, Geografia, Física, Química e Língua Portuguesa.
11) Separar orações subordinadas adjetivas explicativas:
Ex: Santos Dumont, que é considerado o pai da aviação, foi o inventor do 14 Bis.
12) Separar orações adverbiais (desenvolvidas ou reduzidas), sobretudo quando se antepõem à oração principal.
Exs:
Ao chegar à escola, corri para falar com meus amigos. [reduzida]
Quando cheguei à escola, corri para falar com meus amigos. [desenvolvida]
A vírgula não deve ser usada nos seguintes casos:
1) Separando o sujeito do verbo:
Ex: Santos Dumont | é considerado o pai da aviação.
sujeito predicado
2) Entre o verbo e seus complementos (objeto direto e indireto), mesmo que o objeto indireto se anteponha ao direto:
Ex: Dei | à minha mãe | um livro.
obj. indireto obj. direto
3) Entre o nome e o adjunto adnominal ou complemento nominal:
Exs:
Dom Casmurro é meu livro | de cabeceira.
adj. adnominal
Eu tenho medo | de escuro.
complemento nominal
4) Entre a oração subordinada substantiva e a principal:
Ex: Seu maior sonho | era que o mundo encontrasse a paz.
Oração Principal Oração Subordinada Substantiva Predicativa
Espero que as dicas tenham sido úteis. Qualquer dúvida, vocês já sabem o que fazer.
Até a próxima!
domingo, 18 de maio de 2014
domingo, 6 de abril de 2014
O Novo Acordo Ortográfico e o furor geral
Olá, gente!
Minha postagem hoje vai ser sobre o Novo Acordo Ortográfico, tentando tirar um pouco das dúvidas e dos "mistérios" que o rodeiam.
Para começar, falarei um pouco sobre a história do acordo e as razões apresentadas para fazê-lo. Depois, entrarei em detalhes sobre as regras que mais geram dúvidas, como a dos acentos e do uso do hífen. Espero que seja útil.
O Novo Acordo Ortográfico, redigido em 1990, é uma tentativa de unificar a escrita nos países lusófonos (aqueles que utilizam a Língua Portuguesa como língua oficial). Várias vezes tentou-se firmá-lo, sem, contudo, obter sucesso, por uma regra que declarava ser necessária a adesão de todos os países. Em 2004, percebendo que não seria possível obter a assinatura de todos os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CLPL), decidiu-se que seria necessária a assinatura de apenas três países pertencentes à CLPL para que ele entrasse em vigor. E assim foi feito, tendo sido o Brasil o primeiro país a assinar, ainda em 2004. O Acordo entrou em vigor em 2009 no Brasil e em Portugal, tendo sido estabelecido um período de transição, em que ambas as normas ortográficas valeriam, tanto a antiga quanto a nova. Em 28 de dezembro 2012, quatro dias antes de começar a valer o Novo Acordo, o governo brasileiro adiou por mais três anos o início da obrigatoriedade de seu uso, transferindo-o para 2016. Até lá, seguirão coexistindo ambas as normas ortográficas. Porém, é importante deixar claro: em uma redação, por exemplo, caso seja feita a opção por utilizar a antiga norma, esta deverá ser seguida até o final, em todos os detalhes; o mesmo vale para quem opta por utilizar a nova. Por isso, é importante conhecer desde já o que é alterado pelo Novo Acordo, para que não haja confusão na hora de redigir um texto.
Algumas regras são básicas e todos nós já entendemos. Por exemplo: todos já sabemos que o trema foi de vez abolido da escrita, e que agora o nosso alfabeto conta oficialmente com a presença de mais três letras (K, W e Y). Porém, algumas regras são mesmo complicadas e excessivamente detalhadas. Abordarei aqui as novas regras de acentuação e uso do hífen, baseada nas explicações do professor Douglas Tufano (caso desejem ler o texto na íntegra, cliquem aqui).
Mudanças nas regras de acentuação
1. Não se usa mais acento nos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).
Como era Como fica
Assembléia Assembleia
colméia colmeia
idéia ideia
heróico heroico
2. Nas palavras paroxítonas, não mais se acentua o i ou o u tônicos precedidos por um ditongo.
Como era Como fica
bocaiúva bocaiuva
feiúra feiura
3. Não deve-se usar mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).
Como era Como fica
crêem creem
vôo voo
4. Não se usa mais o acento que diferenciava pára e para, péla(s) e pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.
Como era Como fica
Ele pára o carro. Ele para o carro.
Ele foi ao pólo Norte. Ele foi ao polo Norte.
Ele gosta de jogar pólo. Ele gosta de jogar polo.
Atenção:
- Permanece o acento diferencial em pôde (3ª pessoa do singular do verbo poder no pretérito perfeito do indicativo) e pode (3ª pessoa do singular do verbo poder no presente do indicativo).
- Permanece o acento diferencial em pôr (verbo) e por (preposição).
- Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como o de seus derivados.
- Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como o de seus derivados.
- É facultativo o acento circunflexo para diferenciar forma e fôrma, mas deve-se lembrar que seu uso pode clarear o sentido da frase muitas das vezes. (Qual é a forma da fôrma de bolo?)
5. Não se usa mais acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir.
6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir. São possíveis duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, presente do subjuntivo e imperativo em verbos como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir.
a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, devem ser acentuadas. Exemplos:
enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.
delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delíquam.
b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.
enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.
delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.
Uso do hífen
Regra básica
- Com prefixos, usa-se o hífen diante de palavras iniciadas por h:
anti-higiênico, sobre-humano, super-homem
Outros casos
1. Prefixos terminados em vogal
- Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.
- Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo.
- Diante de r e s, não se usa hífen e deve-se dobrar essas letras: antirracismo, antissocial.
- Diante de vogal igual à última do prefixo, usa-se hífen: conta-ataque, micro-ondas.
2. Prefixos terminados em consoante
- Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-bibliotecário.
- Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico.
- Com hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante.
Observações
1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça. Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade.
2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-
-navegação, pan-americano.
3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo que inicie por o: coordenar, cooperação.
4. Não se deve usar o hífen em palavras que perderam a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas.
5. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, vice usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu, vice-rei.
6. Não existe hífen nas palavras compostas que têm entre elas um elemento de ligação: dia a dia, não me toques, ponto e vírgula, passo a passo... (Veja aqui outros exemplos e as exceções a essa regra)
Espero que essa explicação lhes tenha sido útil. Caso tenha restado alguma dúvida, perguntem-me e eu pesquisarei para trazer a vocês a resposta.
Até a próxima, pessoal!
domingo, 23 de março de 2014
Crase e a dificuldade que na verdade nem existe
Olá!
Passei uma semana protelando, mas finalmente venho aqui,
desta vez para falar sobre o uso da tão odiada crase.
Primeiramente, gostaria de dizer que, ao contrário do que
todos pensam, não é tão difícil assim saber as ocasiões em que se deve empregá-la.
Na verdade, o caso geral é bem fácil, e partindo dele você já é capaz de
acertar 99% das vezes. Só se torna mais difícil de saber quando é em uma
expressão específica, mas também não é o fim do mundo.
Crase é uma palavra grega que significa "fusão", o
que já explica de que se trata o fenômeno, que nada mais é do que a junção de
duas vogais idênticas em uma só. Esse fenômeno é marcado pelo uso do acento
grave ( ` ), erradamente chamado de crase. Então, lembre-se disto: crase é o nome do
fenômeno; o acento utilizado se chama acento grave.
A crase ocorre quando a preposição "a" é sucedida por outro "a", podendo ser este um artigo definido, um pronome demonstrativo (caso você não soubesse que isso era possível, leia aqui), a letra inicial de pronomes demonstrativos, como ocorre em "aquele (s)", "aquela (s)", "aquilo", ou a letra inicial do pronome relativo "a (s) qual (is)".
A regra diz que, para saber aplicar corretamente esse fenômeno, é necessário conhecer a regência verbal e nominal, para que se saiba exatamente quando há e quando não há o uso da preposição "a". Mas há uma forma bem prática de verificar isso, sem passar a vida tentando decorar todos os verbos que são transitivos indiretos, e, dentre esses, quais exigem o uso de tal preposição. Veja:
Cheguei ao apartamento de Maria.
No caso acima, temos "apartamento", que é um substantivo masculino. E, acompanhando o verbo "chegar", temos a preposição "a" e o artigo definido masculino "o". O que acontece aqui é o mesmo que acontece no fenômeno da crase, mas, como são duas letras diferentes, elas são unidas, formando uma só palavra ("ao"). Agora veja:
Cheguei à casa de Maria.
Diferentemente do caso anterior, agora temos o substantivo feminino "casa". Assim sendo, a união é feita entre a preposição "a" e o artigo "a", como marca o acento grave. Se não houvesse a crase, a frase ficaria: "Cheguei a a casa de Maria", fazendo uma repetição desnecessária.
Agora tomemos outro caso como exemplo:
Conheço o aluno que entrou em sala agora.
Nesse caso, "conhecer", que é um verbo transitivo direto, não pede a preposição acompanhando-o. Assim sendo, ao passar para o feminino, a frase seria:
Conheço a aluna que entrou em sala agora.
Assim mesmo, só o artigo, sem a preposição (logo, sem o acento grave).
Essa dica de mudar do feminino para o masculino já resolve boa parte das dúvidas quanto ao uso ou não uso do acento grave. Porém, há um outro caso que gera inúmeras dúvidas: quando se trata de um lugar, devo ou não usar o acento grave? Para essa dúvida, aprendi uma regrinha boba em 2007 lendo uma dessas revistas pré-adolescentes (e quem disse que elas não podem ser úteis de vez em quando?) e que uso até hoje. A regrinha consiste em:
"Se vou à e volto da, então crase há.
Se vou a e volto de, crase pra quê?"
Assim sendo:
Vou à Bahia. (Porque "Volto da Bahia.")
Vou a Salvador. (Porque "Volto de Salvador.")
Se quiserem dar mais uma lida, sugiro a vocês esta página, o texto aqui é bem bacana.
Qualquer dúvida que tiverem dentro deste assunto, deixem nos comentários ou mandem por e-mail que responderei logo que possível.
Espero ter ajudado!
segunda-feira, 10 de março de 2014
Estrangeirismos e a influência internacional na Língua Portuguesa
Oi, gente.
Fiquei dias me perguntando qual poderia ser o primeiro assunto para tratar no blog. Por fim, decidi que não seria nada muito sério ainda, mas sim um assunto mais descontraído, mais a título de curiosidade do que de matéria propriamente dita.
Sempre achei muito interessante perceber estrangeirismos, principalmente quando os encontramos acidentalmente, após passar a vida acreditando que as palavras pertenciam mesmo ao nosso idioma. A sensação da descoberta é sempre engraçada, e passamos um tempo rindo de nós mesmos por nunca antes termos percebido isso.
A inspiração para escrever esse post foi justamente um desses momentos reveladores. Fui ao Burger King para lanchar e recebi uns cupons promocionais (creio que vocês já tenham visto alguns desse tipo). Em alguns deles, vinha escrito "Free Refill" (assim mesmo, com dois "L"), fazendo alusão ao refil grátis ao qual eu teria direito com aquele tal cupom. Minha primeira reação foi pensar: "eita, que erro eles terem deixado passar esses dois "L" em refil, hein...", mas logo pensei melhor. Se eles haviam escrito "free" antes disso, talvez estivessem sendo apenas coerentes e mantendo "refil" escrito em inglês. E esse pensamento teria extrema coerência, pois "re" é um prefixo latino que indica repetição (fazer alguma coisa novamente) e "fill", em inglês, significa encher. Ou seja, "refil" (ou, no inglês, "refill") seria, literalmente, reencher, encher novamente.
Agora, pensando melhor e lendo sobre estrangeirismos e idiotismos, não sei qual das duas classificações se adequaria melhor ao termo. Mas, como prometido, esta primeira postagem não entrará em profundas discussões gramaticais. Talvez, depois de ter iniciado a faculdade e debatido isso com algum professor, eu volte a tratar do tópico.
Aqui vai uma lista de mais alguns termos que pegamos emprestados de nossos amigos estrangeiros que você talvez nem desconfie (ou talvez já saiba sim, mas vou citar porque é legal):
Batom - bâton (francês) - bastão.
Blecaute - blackout (inglês) - apagão; ausência temporária de energia elétrica.
Blefe - bluff (inglês) - iludir; enganar propositadamente.
Codinome - code name (inglês) - palavra ou nome usado para se referir a outro nome.
Cuscuz - couscous (francês) - prato árabe originário do Magrebe.
Folclore - folklore (inglês) - literalmente, tradições do povo; sabedoria popular.
Gafe - gaffe (francês) - deslize; descuido.
Inteligência - intelligentzia (russo) - capacidade mental de raciocinar, aprender e compreender.
Nocaute - knock out (inglês) - golpe que derruba o oponente e o impossibilita de seguir a luta (pode também ser utilizado em sentido figurado).
Isso é tudo, pessoal. Até a próxima.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Prefácio
Olá, gente.
Meu nome é Yasmin, eu tenho 18 anos e sou futura estudante de Letras - Português/Inglês/Literaturas (a faculdade só começa no segundo semestre, sabe como é).
A ideia de fazer este blog surgiu no final do Ensino Médio, devido ao meu amor pela Língua Portuguesa e por explicar aquilo que eu sei (mesmo que eu não saiba muita coisa ainda). Assim sendo, cá estou eu, me preparando psicologicamente para compartilhar com vocês o meu pouco conhecimento sobre a nossa tão querida (ou nem tão querida assim) Língua Portuguesa.
Se vocês tiverem alguma dúvida, sintam-se à vontade para perguntar em comentários ou me mandar por e-mail (yasminbc16@gmail.com), e eu farei o possível para responder. Todas as vezes que eu não souber utilizar das minhas próprias palavras para isso, buscarei na internet, em gramáticas e perguntarei a professores. Podem ter certeza que me esforçarei para ajudar cada um de vocês.
Isso é tudo, pessoal.
Beijos da Meens.
Assinar:
Postagens (Atom)